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há um filme… um filme de cowboys

em que o tipo de azul, apagado e usado

de andar no cavalo em que o trote trocado

se atrasa a teus olhos… Constróis

a cena em que a flor implode

e o estribo já não pode e capote!

acaba tudo em dor e fulgor

que os papéis não dão mais,

nem actores,… são todos iguais

nas tramas pontuais da representação.

mas não temas! que juntos, fiéis

iremos ao centro, escrevamos sem medo

no rochedo areoso do filme.

esquece os cowboys e os desertos,

o sol quente que arrefece e repete

a nova saga! agora escrevamos

o que se esquece no momento…

que só o acto tranforma sentimento.

Escreve um poema… que provas

as que tenho que passar para ser

um bocado banal de mim. Mas

não faz mal; os dramas estão aí e não é

por eles que se começa e acaba; é

um meio. Para mim, que confuso

nem nos fetos do jardim vejo árvores,

para mim dizia entre goles é

a alegria. A alegria essa sim; Essa é

uma espécie de motor que faz aeroplanos

de pano e fordes de ferro velho serem.

Sabes o que diria se me fosse permitido;

mas ném é; que vestido, o corpo

se opulenta; por baixo,

nem por desenhos se fica; mas aqui

há uma noite tranquila mesmo assim.

Sem querer, ou por heróico esforço, chegámos lá, estamos cá.

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